A tela de banimento temporário é a única punição do WhatsApp que chega com aviso embutido. Ela diz quanto tempo você fica fora e, se você ler a Central de Ajuda, diz por quê. Também é o último degrau antes do banimento permanente, e a diferença entre os dois é quase sempre o que você faz durante a contagem.
Este guia explica o que a tela significa, as duas causas que o WhatsApp nomeia, os padrões de envio de empresas que costumam estar por trás dela, quanto tempo dura e o que mudar antes de mandar a próxima mensagem.
WhatsApp banido temporariamente: o que a tela está dizendo
A Central de Ajuda tem uma página só para essa mensagem. O texto, na versão em português do próprio WhatsApp: "Se você estiver vendo a mensagem Conta temporariamente banida, é provável que você esteja usando um app não oficial ou esteja coletando dados de usuários, prática conhecida como extração. Se você não mudar para o app oficial ou parar de extrair dados, sua conta poderá ser banida permanentemente do WhatsApp."
Três coisas estão nessa frase. O banimento tem prazo, e o cronômetro na tela é ele. O WhatsApp nomeia duas causas prováveis, as duas coisas que ele consegue detectar com confiança. E a próxima etapa, se nada mudar, é o banimento permanente, que a Central de Ajuda descreve numa página separada, com o botão Pedir análise em vez de um cronômetro. Se você está vendo "Este número não pode usar o WhatsApp" sem contagem, é essa outra página que se aplica.
O que a tela não diz é quanto tempo o cronômetro dura. Quem administra muitos números comerciais relata que a primeira contagem costuma ficar entre 24 e 72 horas, com um ou dois dias como o mais comum. É um número da comunidade, não do WhatsApp.
Veja também: WhatsApp banido? O quadro completo
Conta restrita: o aviso mais leve que vem antes
Muita gente que procura "WhatsApp banido por 24 horas" está na verdade restrita, não banida. A Central de Ajuda separa os dois. Uma conta restrita mostra "Sua conta está restrita no momento" (às vezes antecedida por "Sua conta pode ser restrita em breve"), e o número continua conectado: toda conversa existente segue enviando. O que fica bloqueado, até o prazo na tela, é começar coisas novas: você "não poderá iniciar conversas ou fazer ligações para contatos novos, criar grupos, adicionar membros a grupos nem usar dispositivos conectados".
O motivo é o mesmo do banimento temporário, em palavras mais suaves: "as atividades recentes da conta podem apresentar sinais de envio de spam, mensagens automáticas ou em massa". A saída também é automática: "A restrição será removida automaticamente após o período determinado. Você receberá uma notificação no WhatsApp quando a restrição terminar." Para ver quanto falta, toque em Nova conversa e selecione um contato com quem você nunca conversou.
Se é isso que você está vendo, não faça nada com o número até o prazo acabar, e trate os dias seguintes como se a contagem ainda estivesse rodando.
As duas causas que o WhatsApp nomeia
A primeira é um app não oficial. A Central de Ajuda diz que o WhatsApp "não oferece suporte a apps ou versões não autorizadas do WhatsApp, nem a dispositivos não compatíveis ou com jailbreak ou root". Versões modificadas como GB WhatsApp e WhatsApp Plus, populares no Brasil pelos temas e pelo "ver mensagem apagada", são o caso típico. A instrução é direta: "Para continuar usando o WhatsApp, desinstale o app não oficial e baixe o app oficial", e a conta "poderá ser banida permanentemente" se continuar.
A segunda é a extração de dados, que o WhatsApp define como "a prática de coletar dados de maneira automatizada, em pequena ou grande escala, para qualquer fim proibido", citando "números de telefone, fotos do perfil e atualizações de status". Para uma empresa, isso inclui ferramentas que "puxam" os membros de um grupo para uma lista ou vasculham perfis em busca de números.
Nenhuma das duas é o padrão de envio da sua última campanha. Elas são o que o WhatsApp detecta com confiança, e por isso são o que ele nomeia. O restante da história está numa página diferente.
Por que empresas são banidas temporariamente: os padrões de envio
A página "Como usar o WhatsApp de forma responsável" lista as práticas que "podem levar ao banimento" e explica como a detecção funciona: "O WhatsApp usa uma combinação de ferramentas com aprendizado de máquina e denúncias de usuários para detectar e banir contas". O documento técnico do WhatsApp sobre envio em massa acrescenta que as verificações rodam no cadastro, durante o envio e em resposta a denúncias, e que uma conta nova que tenta enviar "100 mensagens em 15 segundos quase certamente está praticando abuso" (tradução livre). Quem administra muitos números comerciais aponta estes padrões como os que mais aparecem por trás de um banimento temporário:
- Disparo para uma lista que não salvou você. A regra do WhatsApp é "só envie mensagens para pessoas que entraram em contato com você primeiro ou que solicitaram que você entrasse em contato com elas". Quem não tem você nos contatos vê os botões de denunciar e bloquear na primeira mensagem, e é nessas denúncias que o WhatsApp mais confia.
- Velocidade de máquina. Mensagens a cada dois ou três segundos, em intervalos exatos, sem o indicador de digitação, de madrugada. Usuários normais "operam com relativa lentidão" (tradução livre), e a distância disso é pontuada.
- Volume depois de silêncio. Um número que passou semanas parado e de repente manda 300 mensagens numa tarde parece uma conta ligada para uma campanha, não uma loja conversando com clientes.
- Ignorar quem pediu para parar. "Se alguém pedir que você pare de enviar mensagens, remova essa pessoa da sua lista de contatos e evite entrar em contato novamente." Cada mensagem depois de um "para" é uma denúncia provável.
- Excesso de transmissões. "O envio frequente de mensagens em listas de transmissão pode levar as pessoas a denunciar suas mensagens. Nós banimos contas que são denunciadas várias vezes." Listas de transmissão só entregam a quem salvou você, e a lista que ninguém salvou vira spam pontuado.
- Grupos criados ou preenchidos sem permissão. Adicionar dezenas de pessoas a um grupo de promoções, ou criar muitos grupos em pouco tempo, está entre os exemplos que o documento técnico bane automaticamente.
- Listas compradas. "Não compartilhe números de telefone sem autorização, nem use dados obtidos de fontes ilegais." Uma lista comprada combina os três piores sinais: ninguém salvou você, ninguém pediu, e uma parte dos números já denunciou o último remetente.
Veja também: Por que o WhatsApp é banido: os sinais que ele pontua · Lista de transmissão no WhatsApp: o guia completo
Como o banimento temporário vira permanente
O WhatsApp descreve a escalada em uma frase: "se você não mudar para o app oficial ou parar de extrair dados, sua conta poderá ser banida permanentemente". Quem administra muitos números observa o mesmo com padrões de envio: o primeiro banimento temporário é um aviso, o segundo costuma ser mais longo, e o terceiro muitas vezes já é "Este número não pode usar o WhatsApp". Nenhum desses degraus é publicado pelo WhatsApp; a escada é uma estimativa do mercado.
Duas coisas aceleram a escada. A primeira é tentar contornar o cronômetro: reinstalar o app, cadastrar de novo, trocar de celular ou entrar por uma versão modificada para "zerar" o banimento. O banimento é no número, não no aparelho, e cada tentativa é registrada como atividade durante uma punição. A segunda é voltar no mesmo ritmo quando a contagem acaba. A Central de Ajuda avisa que "o WhatsApp pode banir uma conta novamente se a atividade dessa conta continuar violando nossos Termos de Serviço".
A outra direção também existe. Um número que passa pelo banimento temporário, remove a causa e volta devagar costuma nunca ver a segunda tela.
WhatsApp banido por 24 horas, o que fazer: a lista para a espera
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Não mexa no número
Nada de reinstalar, cadastrar de novo, trocar de chip ou entrar por outro app. Deixe o WhatsApp oficial instalado e o cronômetro correndo. A tela volta sozinha ao normal quando a contagem acaba.
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Remova todo app não oficial
De todo aparelho que já teve esse número: o celular principal, o antigo na gaveta, o tablet. Se você usa uma versão modificada, é a causa que o próprio WhatsApp aponta; desinstale e instale o oficial da loja, e só depois volte a usar o número.
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Desligue qualquer ferramenta que estava rodando
Se um computador ou serviço estava conectado ao número na hora do banimento, encerre a sessão pela tela Aparelhos conectados. Um disparador que continua tentando durante a contagem é atividade registrada durante uma punição.
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Anote exatamente o que estava acontecendo
Qual lista, quantas pessoas, em que velocidade, com qual mensagem, a que horas. É o único jeito de saber o que mudar.
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Conte as respostas dos últimos 30 dias
Das pessoas para quem você enviou, quantas responderam? Uma taxa muito baixa diz que a lista era de mão única, e o WhatsApp pontua exatamente isso. A lista que sobrevive é a de quem responde.
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Limpe a lista
Tire quem pediu para parar, quem nunca respondeu e quem você não consegue dizer que autorizou o contato. O que sobra é o público da próxima campanha.
Se a contagem terminou e a tela mudou para "Este número não pode usar o WhatsApp", o processo é outro: o botão Pedir análise, uma contestação por número, e a decisão do WhatsApp sobre se o banimento foi um engano. O guia de recuperação cobre esse caminho.
Veja também: Como recuperar um WhatsApp banido: a análise que funciona
Antes de enviar de novo: o que mudar
A contagem acabou e o número voltou. As regras a seguir são orientação de quem administra muitos números comerciais; os limites são estimativas do mercado, não regras do WhatsApp.
- Comece com conversas de verdade. Nos primeiros dias, responda quem escreve, converse com clientes que conhecem você, não dispare nada. Um número que volta trocando mensagens de mão dupla parece uma loja; um que volta disparando parece o que foi banido.
- Envie primeiro para quem salvou você. A campanha mais segura depois de um banimento é para contatos que têm seu número na agenda: eles não veem o botão de denunciar na primeira mensagem, e responderem conta a seu favor.
- Devagar, com intervalos irregulares. Um intervalo aleatório de vários segundos entre mensagens, sem lotes de madrugada, e um volume diário bem abaixo do que causou o banimento. Estimativas do mercado falam em dobrar o volume aos poucos ao longo de semanas, não de dias.
- Uma mensagem que pede resposta. Uma pergunta, uma confirmação, uma opção de escolha. Respostas são o sinal mais forte de que a conversa é bem-vinda.
- Pare no primeiro "para". Remova a pessoa da lista no momento em que ela pedir e nunca mais envie. É a regra do WhatsApp e o filtro mais barato contra denúncias.
- Nada de lista nova, comprada ou "puxada" de grupo. Se o número acabou de voltar, é o pior momento para testar uma lista de pessoas que não conhecem você.
Se o número estava conectado a um computador ou ferramenta
Muitas empresas operam o número comercial no computador ou numa ferramenta pelos aparelhos conectados do WhatsApp, o mesmo mecanismo do WhatsApp Web. Isso não é proibido; o que o WhatsApp pontua é como a sessão se comporta e de onde ela se conecta.
Sobre o "de onde", o documento técnico lista "a reputação de outros usuários que compartilham a mesma rede" (tradução livre) entre os fatores do modelo. Uma sessão que sai de um datacenter ou de um endereço compartilhado com outros números banidos carrega esse histórico. O WhatsApp não publica o peso que dá à origem da conexão, então trate isso como um fator entre vários, não como a explicação.
Sobre o "como", vale o mesmo da seção anterior: encerre a sessão durante a contagem, reconecte só quando o número voltar, e retome o uso normal antes de qualquer campanha.
Veja também: WhatsApp Web para empresas: aparelhos conectados explicados
Os padrões por trás de um banimento temporário, e como o Spun trata cada um
Cinco padrões respondem pela maioria das telas de contagem regressiva em números comerciais. O Spun envia do número que você já usa e trata cada um assim. Nada disso é imunidade: o consentimento continua sendo seu, e nenhuma ferramenta promete zero banimentos.
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Sua campanha rodou em velocidade de máquina
As predefinições de ritmo do Spun colocam um intervalo aleatório entre cada mensagem: Conservative de 15 a 30 segundos, Normal de 8 a 15, Aggressive de 3 a 8, com um limite do servidor acima de qualquer escolha; a predefinição Aggressive avisa que alta velocidade aumenta o risco de banimento. O intervalo aleatório é o oposto do ritmo exato que o WhatsApp descreve como automação.
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Sua campanha rodou de madrugada
As Horas silenciosas (22:00 às 08:00 por padrão, ajustáveis) pausam as campanhas à noite e retomam de manhã, e cada campanha tem sua própria janela de envio. Uma loja não manda promoção às 3 da manhã, e o Spun também não.
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Você enviou para uma lista que não salvou você
O filtro "Apenas contactos guardados" limita a campanha a quem tem seu número na agenda, o público que não vê o botão de denunciar na primeira mensagem. É o filtro certo para a primeira campanha depois de um banimento, e o Mantenha contato lista, por etiqueta, os contatos com quem você não fala há N dias para que o recomeço seja com quem já conhece você.
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Alguém pediu para parar e continuou recebendo
A detecção de parar reconhece parar, cancelar inscrição, não me interessa, remover e equivalentes em 11 idiomas, aplica a etiqueta DONOTSEND no momento em que a resposta chega, e as campanhas seguintes pulam essa pessoa. A regra do WhatsApp de respeitar o "para" vira um comportamento automático da caixa de entrada.
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Você reinstalou o app durante a contagem tentando consertar
Uma linha que o WhatsApp bloqueia é estacionada e nunca reiniciada sozinha; a caixa de entrada mostra os passos da análise do WhatsApp e só reconecta quando você confirma em "My number is restored" (meu número foi restaurado), com uma tentativa de recomeço a cada 3 horas, e nunca troca sua linha pelas suas costas. Um endereço em uso quando houve um banimento nunca é reutilizado, e com o Self Proxy (Proxy Próprio) a sessão sai pela conexão da sua própria casa ou escritório; o WhatsApp não publica o peso que dá à origem da conexão, então isso reduz o risco e não promete nada sobre banimentos.
